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Pneumologista explica como identificar
cada uma delas, prevenir complicações e evitar erros comuns na automedicação
Nariz entupido, coriza, espirros,
dor de garganta e tosse são sintomas comuns nesta época do ano e frequentemente
geram dúvidas sobre qual doença está causando o desconforto. Sinusite, rinite,
gripe e resfriado compartilham alguns sinais, mas têm origens, evolução e
tratamentos distintos. Saber reconhecer essas diferenças é fundamental para
evitar complicações e, principalmente, o uso inadequado de medicamentos.
Segundo Maria Cecília Maiorano,
médica pneumologista e coordenadora da pós-graduação em pneumologia da Afya
Educação Médica que conta com unidades em Vitória da Conquista e Salvador, o
resfriado comum é causado por diferentes vírus e costuma provocar coriza,
espirros, congestão nasal, dor de garganta leve e tosse, geralmente sem febre
em adultos, com duração entre cinco e dez dias. Já a gripe, causada pelo vírus
Influenza, tem início súbito e sintomas mais intensos, como febre alta, dores
no corpo, dor de cabeça, cansaço importante, tosse e dor de garganta. A fadiga,
inclusive, pode permanecer mesmo após o desaparecimento dos demais sintomas.
A especialista explica ainda que a
rinite é uma inflamação da mucosa nasal, geralmente de origem alérgica,
caracterizada por espirros, coceira no nariz, coriza clara e congestão nasal,
sem febre. Já a sinusite, ou rinossinusite, é a inflamação dos seios da face e
costuma provocar congestão intensa, secreção espessa, dor ou pressão na face,
redução do olfato e, em alguns casos, febre. "Quando os sintomas persistem
por mais de dez dias, pioram após uma melhora inicial ou já começam muito
intensos, aumenta a suspeita de uma infecção bacteriana, que exige avaliação
médica", destaca.
Embora a maioria dos casos evolua
de forma leve, alguns sinais indicam que é hora de procurar atendimento médico.
Febre alta persistente ou que retorna após melhora, falta de ar, dor no peito,
tosse com sangue, confusão mental, dor intensa na face com inchaço ao redor dos
olhos ou sintomas nasais que permanecem por mais de dez dias merecem
investigação. Crianças pequenas, idosos, gestantes, pessoas imunossuprimidas e
pacientes com doenças respiratórias crônicas também devem buscar avaliação com
maior precocidade, por apresentarem maior risco de complicações.
A prevenção, segundo Maria
Cecília, combina vacinação, hábitos de higiene e cuidados com o ambiente.
Manter a vacina contra a gripe em dia, seguir as recomendações para imunização
contra a COVID-19, higienizar frequentemente as mãos, manter os ambientes ventilados,
evitar contato com pessoas doentes e adotar hábitos saudáveis, como boa
alimentação, hidratação e sono adequado, ajudam a reduzir o risco de infecções
respiratórias. Para quem sofre de rinite, também é importante reduzir a
exposição à poeira, ácaros, mofo e fumaça de cigarro, além de manter o
tratamento prescrito e realizar lavagens nasais com solução salina.
A pneumologista também alerta para
os riscos da automedicação. Segundo ela, um dos erros mais frequentes é
utilizar antibióticos para qualquer quadro de nariz entupido ou secreção nasal,
mesmo quando a causa é viral ou alérgica. O uso prolongado de descongestionantes
nasais, assim como o emprego indiscriminado de antibióticos e corticoides,
também pode trazer prejuízos à saúde. "O mais importante é lembrar que
sintomas semelhantes podem ter causas diferentes. O diagnóstico correto é
fundamental para indicar o tratamento adequado, evitar medicamentos
desnecessários e reduzir o risco de complicações", orienta Maria Cecília
Maiorano.
Por Darana RP